Alternativas de Crédito – Covid-19

Sua captação de crédito não foi aprovado pelo banco? Neste artigo você vai encontrar alternativos de crédito para ter um gás no seu caixa neste período atípico

A melhor opção ainda são as linhas de crédito emergenciais do governo federal e estadual. Acompanhe o resumo das linhas nos slides abaixo:

Prorrogação De Prazos.xlsx - Contabilidade Digital Online | MV ON
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Obs.: linhas estaduais do Paraná.

Porém, como previsto, devido à alta demanda e a falta de garantia, boa parte dos créditos não estão sendo aprovados. Cerca de 60% das operações de abril foram barradas (dados SEBRAE). Isso sem contar a parcela que desistem da operação devido às grandes filas, seja nas agências físicas, seja o tráfego congestionado na internet.

Enfim seguem alternativas de crédito:

1 – Créditos P2P

Créditos peer-to-peer são as mais populares fintechs de crédito, em que grupos investidores pessoa física recebem os juros ao financiar as dívidas de quem solicita. A operação é feita totalmente on-line, e atendem PF e PJ, com ou sem garantias e com juros a partir de 0,80%. Segue lista:

Pessoa Física

Pessoa Jurídica

2. Antecipação de Recebíveis P2P

É o mesmo princípio do crédito peer-to-peer mas operando com antecipação de recebíveis:

3. Cooperativas

Uma alternativa já bem conhecida ao público, mas que geralmente não é considerada de antemão devido ao pagamento da taxa de filiação. Porém, é sim, uma boa alternativa e estão oferecendo taxas interessantes.

4. ESC – Empresa Simples de Crédito

Aquelas pessoas que emprestavam dinheiro debaixo dos panos hoje podem ser pequenas empresas que operam crédito para pequenas empresas e MEI`s, se formalizando como ESC. Regulamentadas em abril de 2019, são similares aos pequenos bancos comunitários norte-americanos. A principal vantagem é a desburocratização, já que as operações são naturalmente entre conhecidos.

E aí, conhece mais alguma forma alternativa de conseguir crédito nesse período de crise financeira e pandemia? Deixe nos comentários.

QUE COMECE A TEMPORADA DE IMPOSTO DE RENDA 2020!

Já fez sua declaração de imposto de renda? Ainda não? Tem até o dia 30/04 para entregar caso seja obrigado, mas não deixe para a última hora! Confira as regras gerais de IR:

A Receita Federal publicou as normas e procedimentos para entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física exercício de 2020, ano-calendário de 2019

A declaração deverá ser entregue até o dia 30.04.2020.

A única novidade relevante é desta vez é que não serão consideradas despesas dedutíveis as com a contribuição do INSS de doméstico, infelizmente.
Continua facultativo informar detalhes dos bens como: o endereço completo, a metragem, e inscrição do IPTU e dados do Registro de imóveis; Renavam dos veículos e o número da conta, da agência dentre outros detalhes de saldos bancários.
A tendência é que futuramente tais dados passem a ser obrigatórios.

Procure antecipar a entrega da declaração, pois quanto mais tarde entrega, mais demora a restituição. Sem contar a correria que são as últimas semanas de entrega da declaração.
Caso tenha dúvidas assista nosso curso gratuito de IRPF: https://www.youtube.com/watch?v=UkpPJPckKto&t=6s
A MV incentiva você a doar parte de seu imposto de renda. Saiba como: https://www.youtube.com/watch?v=1pkC2vAYaB4 ou aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hqheEyJIKoM


Mas será que você é obrigado a declarar?  Saiba quem é obrigado:

Recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70;
Recebeu rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 40.000,00;
Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos ou realizou operações na bolsa de valores;
Atividade rural: obteve receita bruta superior a R$ 142.798,50 ou pretenda compensar prejuízos de anos anteriores;
Possui bens acima de R$ 300.000,00;
Passou à condição de residente no Brasil;

E quais são as deduções:

Dependentes – até R$ 2.275,08
Educação – até R$ 3.561,50
Desconto 20% IRPF simplificado – até R$ 16.754,34
Rendimentos Isentos/Aposentados 65 anos – até R$ 24.751,74

O que não é obrigado a declarar:

Saldos bancários abaixo de R$ 140,00
Bens móveis, direitos e dívidas abaixo de R$ 5.000,00
Ações ou quotas inferiores a R$ 1.000,00

Documentos Necessários:

– Número do recibo da declaração de IRPF 2019. (Não obrigatório, mas recomendado, para segurança);
– Informes de rendimentos e salários (fornecidos pela empresa empregadora);
– Aposentados e pensionistas – Informes de rendimentos do INSS;
– Empresários – Informes ganhos com o pró-labore;
– Informes de rendimentos bancários e aplicações financeiras;
– CPF de TODOS os dependentes;
– Informes de rendimentos de dependentes e cônjuge (Declaração em conjunto);
– Relação de compra e venda de bens (Imóveis, veículos, terrenos…);
– Recibos de despesas médicas/odontológicas com nome e CPF (pessoa física) ou CNPJ (pessoa jurídica);
– Recibos de despesas com educação com CNPJ ou CPF do beneficiário;
– Lista de aluguéis recebidos e pagos e dados do imóvel alugado;
– Relação de doações com CNPJ e CPF;
– Valores pagos ou recebidos de pensão alimentícia (acerto judicial);
– Pagamentos a profissionais liberais (advogados, corretores…)

Documentos opcionais em 2020 e que podem ser obrigatórios a partir de 2021:

– Dados completos dos imóveis, inclusive Inscrição IPTU e Registro de Imóveis;
– Dados completos dos bens móveis, incluindo Renavam dos veículos e dados de
contas bancárias.
Multa: atençãoR$ 165,74. Existindo imposto devido: 1% ao mês ou fração de atraso sobre o imposto
Em caso de dúvidas estamos à disposição por e-mail, telefone 3250-2721 e whats app 99716-0089 ou deixe sua dúvida nos comentários

Natal Solidário MV – Como tudo começou e a evolução até 2019

 

Natal de 1987, e lá estava meu pai Dirceu passando um domingo típico na casa da sogra (Vó Neusa), regado a churrasco, criançada, Silvio Santos na TV e sagu de sobremesa. Ele assistia a TV propaganda de brinquedos com o apelo natalino, e os sobrinhos e primos da sua esposa Adriana, minha mãe, brincando na sala.

De repente começou a pensar na carência da piazada de Areias, em Rio Branco do Sul, cidade da região metropolitana de Curitiba, onde seu pai (Vô Dirceu) nasceu e cresceu. “Poxa vida o que vai ser do Natal daquela criançada de Areias?” “Adriana, vamos juntar uns brinquedos usados aí dos seus primos, dos filhos de amigos, e vamos lá para Areias dar pra criançada, eu vou de Papai Noel”.

E com um porta-malas cheio de brinquedo, Dirceu de Papai Noel e mais duas ajudantes, Adriana e sua prima Ana Paula (minha madrinha), aconteceu o primeiro Natal Solidário. Já pensando no próximo ano, Dirceu mobilizou clientes e equipe da MV e lá se foram dois porta-malas cheio de brinquedos. Era o início do Natal Solidário da MV.

Eu lembro que eu tinha uns 8 ou 9 anos quando fui pela primeira vez acompanhar meu pai no Natal Solidário. Não fui antes sei lá porque, era meio jacu, não foi por falta de convite. Os voluntários saiam de carreata da sede da MV até Areias. Vários porta-malas cheio de brinquedos. Era bonito de ver. Estimava-se umas trezentas crianças atendidas.

Lá tem crianças de todas as idades. Crianças de colo até crianças de 14 anos com bebês no colo e na barriga. Estas pequenas mães geralmente também pegavam um brinquedo. Justo.

No salão da Igreja São João Batista, onde ocorre a entrega dos brinquedos, é formado um corredor com bancos em que ficam os Papais Noel dos meninos, das meninas e dos bebês, e atrás dos bancos os brinquedos amontoados. “Você vai ficar de ajudante do Papai Noel dos meninos, trabalhe bastante e no final, se sobrar, você pode escolher um brinquedo, você e teu irmão”. E por alguns anos fui ajudante do Papai Noel dos meninos, eu e meu irmão Vinícius.

Das Antigas - Contabilidade Digital Online | MV ON
Foto de alguma edição do Natal Solidário MV nos anos 90.

Me lembro que na véspera da ação eu separava os brinquedos sem uso para o Natal Solidário. Certa vez fui resistente em dar alguns bonecos, acho que do Cavaleiros do Zodíaco, mas que sequer olhava mais, ficava lá em casa, juntando poeira. E neste ano, me lembro da dolorosa despedida. Um piazinho com a camisa do Athlético (tinha que ser) demorou uma eternidade para escolher o seu brinquedo, e quando escolheu, apontou faceiro para um boneco na pilha de brinquedos: bem o Shiryu de Dragão, meu cavaleiro do zodíaco favorito! Minha mãe ou meu pai tinham colocado para doar sem eu saber.

Como algumas crianças demoravam muito a escolher, começamos a embalar os brinquedos. O que dá muito trabalho mas é muito legal, pois os brinquedos passaram a ser presentes! Todo ano um grupo passa horas embalando os brinquedos e enchendo bolas.

Um ano em especial, sobraram pouquíssimas bolas. As meninas em peso pedindo bolas de futebol. Efeito Marta, talvez.

E de repente, os porta-malas não eram mais suficientes. Um caminhão de brinquedos chega à comunidade.

O Natal Solidário crescia cada vez mais, e os porta-malas não eram suficiente. Arranjamos um frete. Lembro da gritaria quando chegou o furgão com o Papai Noel: “Um caminhão! Este ano veio um caminhão!”. Eram muitas crianças e a fila crescia ano após ano. “Uns já chegam às seis da manhã”. Testemunha de um vizinho. Aquele sol de dezembro e aquela fila, dava muita dó. Resolvemos dar um lanche para cada criança e adulto que as acompanhava. Um mutirão se reúne bem cedo para preparar pão com mortadela e maionese. No ano seguinte levamos suco em caixinha, era muito quente. Mas o suco não ficava gelado o suficiente, sem contar que os canudinhos às vezes sumimos. Começamos a levar refrigerante caçulinha. Bem melhor. Certa vez fizemos cachorro-quente. Péssima experiência. Ficou uma meleca o chão do salão, o sanduíche ficava frio, acabou o gás em certa altura. Pensamos em levar esfirras do Habib’s, mas parece que eles não entregam mais de 300, algo assim. Voltamos ao pão com mortadela e maionese. Já beirávamos mil crianças!

Alguns clientes e amigos doavam brinquedos sensacionais: bicicletas, autoramas, bichos de pelúcia enormes, bonecas Barbie, Polly, até mesmo um Playstation. Estes a gente fazia um sorteio. Nossa que zona que era! Mas já chego no sorteio.

Como tinham doações sensacionais desde bicicletas até mesmo 90 cestas básicas (sim, um cara doou 90 cestas básicas, acho que em 2010), preferimos arrecadar dinheiro para comprar brinquedos padrão. Achamos mais justo. E ainda tem opção, para meninos, carrinhos ou bola. Para meninas, bonecas ou bola. E poderiam trocar caso não gostassem de um ou de outro. Numa ocasião um menino perguntou para mim: “Tio, posso trocar esta bola por outro?”. “Claro querido, está aqui seu carrinho”. “Mas eu não quero carrinho, queria outra coisa”. “Putz, só tem carrinho ou bola”. “Ah tio, então posso levar os dois?” “Não pode, é só um brinquedo por criança, vai que falta para alguém, olha a fila!” “Ah tio então vai tomar no c…!” Confesso que fiquei muito puto na hora, mas hoje rio demais desta história, apenas desejei Feliz Natal para ele.

Por falar em um brinquedo por pessoa, o que esta turma é ligeira para pegar mais de um brinquedo, é brincadeira. Tem piá que entra milhões de vezes na fila. Uns trocam de roupa. Uma vez um entrou de óculos de sol! Começamos a carimbar as crianças. Elas limpam o carimbo, simples.

Tem uma tiazinha que é muito migué. TODO ANO ela aparece com uma criança, e fica importunando por mais brinquedos pois ela tem 8 netos e 5 sobrinhos que não puderam vir. Às vezes são 5 netos e 8 sobrinhos.

Um voluntário doou uma infinidade de balas e pirulitos. As crianças amaram, o pessoal da igreja odiou. O que ficou de papel de bala no chão… Dirceu sacou uma solução fantástica: ofereceu um brinquedo extra para cada criança que recolhesse um saco cheio de lixo. A igreja, o salão, o pátio, ficaram um brinco. Hoje algumas crianças já levam uma sacola para coletar lixo em troca de brinquedos. Algumas malandrinhas chegam com sacolas cheias de pedra de brita e outras coisas nada a vê (nunca subestime a criatividade brasileira).

Passou o tempo e eu, mais velho, mais alto e mais pançudo, fui promovido a Papai Noel. Foi apenas em uma edição mais foi uma das melhores experiências da minha vida. O abraço mais sincero que já recebi, com certeza, foi como Papai Noel. Se você nunca foi Papai Noel, recomendo. Já fui Coelho da Páscoa, Mickey Mouse, mas o “Bom Velhinho” tem algo a mais. Cada abraço gostoso! Crianças contando que se comportaram, que passaram de ano, cartinhas pedindo bola, boneca. Fotos, beijos, carinho. É indescritível.

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Tem umas crianças MUITO lindas que dá até vontade de “levar”.

Lembra que falei dos sorteios, pois é, era um caos. Depois da entrega dos presentes e lanches, o pessoal pegava um número e rezava para ser sorteado. Sorteávamos cestas básicas e os brinquedos melhores. O Dirceu usava um microfone pois era muita gente aglomerada ansiosa na esperança de ganhar algo. No sorteio aconteciam coisas curiosas:

  • Uma vez certa senha sorteada, um número alto tipo 368 foi chamado, e nada da pessoa responder. Vida que segue pulávamos para outro número. Um voluntário observou nas mãos de uma senhora, minutos depois, senha de número 368! Pobrezinha não sabia ler;
  • Isto talvez explique o fato de um cidadão se “confundir” com as senhas em todos os sorteios (todo número sorteado ele alegava ser o dele);
  • Passamos a imprimir senhas de 1 a 100 em várias cores;
  • O filho do dono do mercado ganhou uma cesta básica no sorteio! Ele concordou em trocar por um brinquedo por pura e expontânea pressão. Brincadeira, teve pressão mas ele trocou bonitinho;
  • As pessoas se aglomeravam e tinha muito empurra-empurra durante o sorteio, a ponto de dificultar a entrega dos prêmios. Levamos cordas para isolar. Grande coisa, as pessoas pulavam. Levamos seguranças. Resolvido;
  • Alguns acham meio exagero contratar seguranças. Mas em edições passadas tivemos MUITAS dores de cabeça com pais visivelmente alterados. “Eu sei que vocês vão voltar aqui ano que vem!” “Se f…. a fila quero logo essa p…” Gente querendo roubar as coisas, entrar na fila várias vezes;
  • Uma vez o pau comeu entre duas meninas, parece que a sobrinha tinha pego o namorado da tia e o acerto de contas foi ali no Natal Solidário, os seguranças as convidaram a se retirar.

Papai Noel, posso trocar a bicicleta que ganhei por uma cesta básica?

Um fato foi um divisor de águas na história do Natal Solidário, e culminou com o fim dos sorteios. Em 2013, uma menina de uns 10 ou 11 anos, ganhou uma bicicleta no sorteio. Era uma bicicleta impecável, personalizada da Barbie, toda rosa e etc. Passou um tempo e a menina da bicicleta fez um pedido ao Papai Noel: “Papai Noel, posso trocar a bicicleta por uma cesta básica?”

Esta foi tensa. De cortar o coração. Na hora a cesta foi providenciada. A menina estava disposta a trocar, mas deixamos ela com a bicicleta, claro. E que humildade, que honestidade! “Papai Noel, posso trocar…” Uma criança de 10 anos. Daquele ano em diante, o Dirceu assumiu o compromisso de levar 100 cestas à comunidade. No ano seguinte foram 200. E de 2016 para cá, o Natal Solidário arrecada e leva 300 cestas básicas. Graças ao gesto de uma criança fantástica.

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Dirceu e 300 cestas básicas do Natal de 2018.

Só tenho a agradecer a todos os voluntários, por fazerem acontecer o Natal para todas estas crianças.

E você, que leu o artigo, tem alguma história curiosa ou bonita do Natal Solidário? Deixe-a nos comentários!

O Guia do Simples Nacional: tabelas e valores do imposto.

Via de regra todo empresário quer entrar no Simples Nacional, um dos três regimes tributários do Brasil, por ser o mais barato e fácil. De fato pode ser a opção mais em conta, na maioria dos casos, mas de “simples” tem só o nome devido a fantástica criatividade do burocrata brasileiro em dificultar a vida do empresário ao criar regras complexas sabe-se lá o porquê. De fato, pagar todos os impostos praticamente em uma guia só, a DAS, é realmente uma comodidade do Simples. Mas é basicamente só isto.

Aqui você vai ler sobre:
  • Quais empresas podem e não podem entrar no Simples
  • Como entrar no Simples
  • Custo (tabelas, anexos e alíquotas)
  • Como calcular o Simples
  • O tal Fator R e sua influência nos Anexos III e V
  • Como pagar o Simples
  • Como parcelar o Simples
  • Lucro presumido x Simples. Qual compensa mais

Quais empresas podem e não podem entrar no Simples

Quais podem: Empresas que faturam até R$ 4,8 milhões ao ano e de certas atividades. Você pode consultar se a sua atividade é permitida no portal Contábeis ou no site do IBGE.

Quais NÃO podem:

  • Sócios participam de outra empresa também do Simples (faturamento das duas juntas ultrapassa R$ 4,8 milhões);
  • A empresa terá sócio domiciliado no exterior;
  • A empresa terá participação em outra empresa;
  • Um ou mais sócios será (serão) empresa(s);
  • Sociedade de ações (S/A);
  • A empresa com filial, sucursal ou irá representar empresa com sede no exterior;
  • Cooperativas;
  • Empresas com débitos no INSS;
  • Empresas irregulares quanto aos cadastros fiscais;
  • Exerce atividade com serviços financeiros;
  • Que presta serviços de transporte, exceto serviços de transporte fluvial;
  • Que importa combustíveis;
  • Que fabrica veículos;
  • Que distribui ou gera energia elétrica;
  • Que realiza locação de imóveis próprios e trabalha com loteamento e incorporação de imóveis;
  • Que atua com cessão ou locação de mão de obra;
  • Que produz ou vende no atacado cigarros e assemelhados, armas de fogo, refrigerantes e bebidas alcóolicas (exceto pequenos produtores);
  • Pessoas jurídicas que tenham sócio no exterior;
  • Que possui capital em órgãos públicos, independente de ser direto ou indireto.

Como entrar no Simples

É muito mais fácil pedir a um contador fazer isto para você.

Mas caso queira se virar, é necessário fazer a solicitação de enquadramento no Simples na abertura da empresa ou em janeiro.

Você terá que acessar o site do Simples Nacional, e clicar em “Simples Serviços” e depois em “Opção”. Você terá que fazer um login com código de acesso ou certificado digital. Caso não tenha código de acesso você pode gerar enviando número do CPF do representante da empresa, CNPJ e número de recibo do IRPF do sócio. Caso não tenha declarado IRPF, o número do título de eleitor.

Ao logar, você deve confirmar a solicitação e aceitar a verificação da Receita Federal ao seu CNPJ. Caso a empresa esteja tudo em dia com as obrigações fiscais, ela será aprovada e está no Simples a partir do dia 01/01. Caso seja desaprovada, deve correr para levantar as pendências e regulariza-las até o final de janeiro.

Repito: mais fácil contar com a ajuda do contador.

Quanto eu devo pagar no Simples? (tabelas, anexos e alíquotas)

Ao invés de colocar tudo em uma alíquota só para simplificar, o governo resolveu criar vários anexos por atividades, e cada anexo com faixas por faturamento. Confira:

Anexo I. Comércio

Receita Bruta Total Alíquota Valor a ser descontado
Até R$ 180.000,00 4% 0
De 180.000,01 a 360.000,00 7,3% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 9,5% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 10,7% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,3% R$ 87.300,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 19% R$ 378.000,00

Anexo II. Fábricas e Indústrias

Receita Bruta Total Alíquota Valor a ser descontado.
Até R$ 180.000,00 4,5% 0
De 180.000,01 a 360.000,00 7,8% R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10% R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 11,2% R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 14,7% R$ 85.500,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30% R$ 720.000,00

Anexo III. Serviços de instalação, reparos e manutenção, agências de viagens, escritórios de contabilidade, academias, laboratórios, empresas de medicina e odontologia.

Receita Bruta Total Alíquota Valor a ser descontado.
Até R$ 180.000,00 6% 0
De 180.000,01 a 360.000,00 11,2% R$ 9.360,00
De 360.000,01 a 720.000,00 13,5% R$ 17.640,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 16% R$ 35.640,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 21% R$ 125.640,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33% R$ 648.000,00

Anexo IV. Serviços de limpeza, vigilância, obras, construção de imóveis e advocatícios.

Receita Bruta Total Alíquota Valor a ser descontado.
Até R$ 180.000,00 4,5% 0
De 180.000,01 a 360.000,00 9% R$ 8.100,00
De 360.000,01 a 720.000,00 10,2% R$ 12.420,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 14% R$ 39.780,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 22% R$ 183.780,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 33% R$ 828.000,00

Anexo V. Serviços de auditoria, jornalismo, tecnologia, publicidade, engenharia e outros.

Receita Bruta Total Alíquota Valor a ser descontado.
Até R$ 180.000,00 15,5% 0
De 180.000,01 a 360.000,00 18% R$ 4.500,00
De 360.000,01 a 720.000,00 19,5% R$ 9.900,00
De 720.000,01 a 1.800.000,00 20,5% R$ 17.100,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 23% R$ 62.100,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 30,5% R$ 540.000,00

Como calcular o Simples

Você deve ver em que faixa de tributação está o seu faturamento anual se encaixa e conferir a alíquota correspondente. Então calcular o faturamento do mês em cima desta alíquota.

Exemplo Anexo III:

Se você está no Anexo III e teve um faturamento de R$ 10 mil e está numa faixa de tributação de 6%, seu imposto no Simples será de R$ 600.

Mas esse é um exemplo humilde, vamos mostrar um exemplo de outro Anexo e que passe de faixa.

Exemplo Anexo I

Para isso, imagine uma loja (Anexo I – Comércio), com faturamento em janeiro de R$ 50.000,00 e receita bruta nos 12 meses anteriores (RBA12) tenha sido de R$ 320.000,00.

A alíquota que a empresa pagará será calculada seguindo a fórmula:

RBA12 x alíquota – desconto / 320.000 = alíquota efetiva

OU SEJA:

(R$ 320.000,00 x 7,30%) – 5.940,00 / R$ 320.000,00) = 5,444%

Nesse exemplo, a alíquota efetiva é de 5,444%, conforme o Anexo I, para empresas que faturam anualmente entre R$ 180.000,01 e R$ 360.000,00.

Assim, o valor do Simples Nacional fica:

R$ 50.000,00 X 5,444% = R$ 2.722,00

O tal Fator R e sua influência nos Anexos III e V

As empresas no anexo V (mais caro do Simples Nacional) podem migrar de anexo, a depender do faturamento dos últimos 12 meses. Ou seja, se o negócio está no Anexo V, ele pode passar para o Anexo III (mais barato).

Tudo depende do “Fator R”, que é uma relação entre a folha de pagamento e o faturamento dos últimos 12 meses. A migração irá ocorrer se o Fator R for igual ou maior que 28%. Fator R < 28% = Anexo V. Fator R >28% = Anexo III

Para entender, a fórmula é a seguinte:

Fator R = Folha de pagamento dos últimos 12 meses / Receita bruta dos últimos 12 meses

Como pagar o Simples

Peça ao seu contador gerar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples), e que pode ser gerado no portal do Simples.

Como parcelar o Simples

Atrasou o Simples? Você pode parcelar o débito em até 60 vezes em parcelas mínimas de R$ 300 (exceto MEI`s). Atenção para não atrasar o parcelamento e ser excluído e acabar no Lucro Presumido. A exclusão ocorre quando há falta de pagamento de três parcelas, sendo consecutivas ou não; e caso haja existência de saldo devedor após a data de vencimento da última parcela do parcelamento.

Mesmo excluído do Simples, você pode parcelar os débitos. Para fazer o parcelamento, basta solicitar no site do Simples e logar com código de acesso ou certificado digital.

Só é possível pedir um parcelamento por exercício, ou seja, se você pediu em 2019, outro parcelamento somente em 2020.

Lucro presumido x Simples. Qual compensa mais?

Via de regra, se as alíquotas foram semelhantes, acaba compensando sair do Lucro Presumido e optar pelo Simples, sim. No Simples, a empresa paga praticamente tudo numa só data, no DAS. No Lucro Presumido a empresa paga PIS e COFINS mensalmente, e CSLL e IRPJ trimestralmente, fora os encargos em folha de pagamento, que encarecem e muito.

O mais indicado é entrar em contato com um bom contador e fazer simulações e até mesmo um planejamento tributário.

Os 4 maiores sugadores de produtividade em escritórios contábeis

Saiba como vencê-los!

Solução perfeita não há, mas seguem aqui algumas dicas que se não resolverem todos os seus problemas, no mínimo, farão com que seu tempo seja mais produtivo.

1. Papéis em excesso

Quem nunca perdeu horas procurando determinada pasta rosa que estava em uma daquelas pilhas que estavam em cima da mesa?Pior, quem nunca perdeu tempo procurando um documento que deveria estar dentro da pasta, mas, como num passe de mágica, desapareceu?Pode não parecer, mas perdemos um tempo absurdo lidando com papéis, tempo esse que poderia ser perfeitamente dedicado a tarefas bem mais produtivas. Então, elimine de vez esse problema do seu escritório. O ideal é que os documentos sejam digitalizados para se trabalhar com a menor quantidade possível de papel, mas nem sempre isso é possível. Sendo assim, dedique tempo para organiza-los.

Use arquivadores com pastas penduradas e etiquetadas para facilitar o acesso a eles; faça uma coisa de cada vez, logo, quando for pegar uma pasta, guarde a outra que está fora do lugar; faça “uma limpa” com regularidade e jogue fora tudo o que for desnecessário; não faça de sua gaveta um arquivo fixo e evite acumular nela papéis que não têm a ver com o trabalho; mantenha sobre a mesa exclusivamente o que você usa; organize seus cartões de visita grampeando-os junto aos seus arquivos correspondentes.

Quando for possível digitalizar seus documentos, não hesite em fazê-lo, mesmo que isto signifique investir um tempo considerável na organização. Os benefícios compensarão todo esse trabalho. Além de limpar e organizar o ambiente, digitalizar documentos facilita o acesso das pessoas a eles e diminui o tempo de envio, já que isso será feito eletronicamente.

2. Pessoas desmotivadas

Investimento em pessoas implica em senso de integração e pertencimento, consequentemente, em mais motivação e produtividade. Desta forma, é fundamental que se invista nas pessoas certas, da maneira certa. Sendo assim, participe do processo de seleção de seus funcionários desde o começo e dê a eles a importância que merecem. Atue no recrutamento e, se possível, ministre treinamentos; qualifique-os e remunere-os para que se sintam valorizados e motivados e, provavelmente assim, também serão mais produtivos; dê a eles as ferramentas necessárias para realizarem os trabalhos; reconheça seus desempenhos e dê destaque aos trabalhos desenvolvidos quando merecido. Esses detalhes que podem parecer triviais fazem toda a diferença no que diz respeito a motivação dos funcionários e, consequentemente, na produtividade do escritório.

3. Tecnologias obsoletas

Por mais contraditório que pareça, um dos principais desafios enfrentados pelos escritórios contábeis ainda é o uso de um modelo tecnológico obsoleto, apesar de toda a tecnologia a nossa disposição. É bem comum deparar-se com escritórios que ainda executam grande parte do trabalho manualmente, digitam invés de digitalizar, armazenam informações em HD, que não fazem uso de softwares adequados ou de qualquer outra tecnologia disponível para melhorar sua produtividade. Digitalizar documentos, por exemplo, economiza tempo de organização de pilhas de papel, facilita o acesso a documentos, visto que as pessoas os acessam virtualmente e, ainda, elimina custos com motoboy e tempo de espera de entrega, já que o envio de documentos passa a ser feito online. Além disso, documentos digitalizados podem ser salvos em nuvem.

O armazenamento em “nuvens” dispensa a necessidade de uso de HD’s que podem ser perdidos, danificados ou esquecidos, por exemplo. Outra recomendação importante tem a ver com a escolha de um software de gestão adequado. De nada adianta utilizar sofwares que não ofereçam o que sua empresa realmente necessita ou que sejam complexos demais e impeçam que as pessoas façam uso de suas funcionalidades. Em contrapartida, um software simples e eficiente pode fazer toda a diferença no seu escritório.

Por exemplo, pode te ajudar a analisar seu fluxo de caixa e planejar melhor suas finanças, pode organizar pagamentos e recebimentos, férias de funcionários, entre outras diversas ações que podem, inclusive, tirar seu escritório do vermelho. Outro componente estratégico para aumentar a produtividade seria implementar requisitos da norma ISO 9001, responsável pela formalização de processos. Esse sistema de gestão tem foco em gerenciar as necessidades e expectativas dos clientes, desenvolver ações preventivas contra perdas e, consequentemente, aumentar a produtividade do escritório.

4. Clientes ruins

É verdade que a máxima do comércio defende que o cliente tem sempre razão, mas, na prática, nem sempre as coisas funcionam dessa forma. Muitas vezes os clientes são desorganizados, atrasam o envio de documentos importantes e exigem que os contadores estejam em dia ou façam milagres para que não paguem multas; às vezes dão um trabalho enorme e não oferecem reconhecimento algum, nem moral, nem financeiro, ou seja, não valorizam o trabalho do contador. E o contador, para não perder o cliente, muitas vezes se submete a essa situação sem reagir. Mas será mesmo vantajoso manter clientes que oferecem mais trabalho que retorno? A ideia aqui é tentar reverter esse quadro sem ter que abrir mão do cliente; é tentar fazer com que o cliente perceba valor no seu trabalho e passe a valorizá-lo; é tentar fazer com que ele se organize para te manter organizado; é mostrar a ele as vantagens, inclusive financeiras, de se cumprir prazos; é fazer com que seu trabalho compense.

Para isso, ajude seu cliente a perceber valor no que você faz explicando os processos e tarefas, enfatizando as consequências do atraso de envio de documentos e explicando mudanças na legislação, por exemplo. Seja exemplo de organização e mantenha seu escritório impecável, desta forma, seu cliente se sentirá mal em ser desorganizado e, provavelmente, se forçará a manter seus compromissos com você em dia. Explique aos clientes as vantagens financeiras de se cumprir prazos. As pessoas são mais abertas para ouvirem sobre as “dores do bolso”. Ofereça treinamentos que os reeduque se foro caso. Muitas vezes o cliente é desorganizado por não saber ser diferente. Ensine-o, caso possa. Você também terá muito a ganhar com isso. Mas, se ainda assim, todos seus esforços forem em vão, não hesite em deixá-los. Educadamente, diga que não poderá mais ajuda-los. Não há vantagem em oferecer um serviço de excelência sem retorno.